BRINCAR DE VIVER NUMA PRAÇA


Estar numa praça entre livros, vento, às vezes, calor e as surpresas de cada sábado. A surpresa de hoje foi a equipe de limpeza da cidade na Praça dos Orixás. Barulho de motor de máquina de capina. Garis trocando palavras. Poeira. Mas praça é assim. A vida também. Todas com suas dinâmicas próprias. Até capazes de acolher uma biblioteca.
Mas uma praça pode ser bem mais. Aproxima pessoas. Desacelera. Atualiza os papos. Troca de ideias. Oportunidade para ler e escrever. Contemplar a fauna e a flora. Deixar-se levar pelo tempo. Um tempo próprio vivido pelo sujeito e o espaço praça.

Depois de anos frequentando praças de Teresina com a Biblioteca Leituras e Descobertas do Mundo passo a compreender que espaços abertos e verdes dentro de uma cidade podem propiciar experiências únicas e essenciais. Não falo daqueles que ocupam praças para trabalhar. Refiro-me àqueles que as frequentam para brincar de viver. Esta expressão de Guilherme Arantes reflete bem a potência criativa de experimentação de uma praça.
Ao ler, brinca-se de viver. Imagina-se situações. Observa-se frente a um espelho de vida. Emociona-se. Estranha-se. Liberta o pensamento. Vive fantasias. Percebe-se o essencial da vida.




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