LITERATURA E NOSSA FAGULHA IMORTAL
- Humanismo Caboclo

- 19 de mar.
- 1 min de leitura

Ler para se perceber melhor e colocar-se no mundo de forma sensata e fraterna. Sempre que dialogo com as crianças, busco exercitar a autocompreensão e, com isso, tentativas de vivências no mundo de modo mais sábio e equilibrado. Esta inteligência sensível do viver, acredito, é nossa bússola para usufruirmos abundantemente de si e do mundo que fazemos.
Creio que não é a primeira vez que escrevo sobre este ponto, mas precisa ser repetido inúmeras vezes. Compreender-se é a condição do viver autêntico e, por isto, com relativo contentamento. Se somos fagulhas de Deus, como não estimular a compreensão desta centelha criadora e infinita que nos constitui essencialmente?

Esta busca honesta de viver consigo mesmo e com os demais no mundo é um convite da literatura. Ao apresentar tantos personagens, em meio às mais distintas condições do existir, a arte das palavras estimula buscas de cada leitor por suas palavras essenciais. Carecemos de substâncias íntimas que somente cada um é capaz de perceber em exercícios autênticos de si.
Construir consigo mesmo os vocábulos essenciais que reflitam o mar profundo que nos constitui. Ao peregrinar em meio aos outros literários, somos estimulados a compreender a fagulha imortal que nos faz belos, sábios e bons.




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