LEITURA – APRECIAR VIDAS HUMANAS
- Humanismo Caboclo

- 20 de jan.
- 2 min de leitura

Uma praça, partida de futebol no campo vizinho, estacionamento cheio, biblioteca em outro canto da praça... Movimentos que nos impulsionam a mudar o olhar, experimentar outros espaços (estacionamos nossa biblioteca em outra área da Praça dos Orixás). Por conta da chuva, novamente não levamos a biblioteca à praça São Raimundo Nonato, no Parque Wall Ferraz. São os movimentos do tempo que uma biblioteca aceita e segue.
O campo de futebol estava cheio. Muitas crianças e pais. Uma mãe me explicou que haveria uma “peneira”. Calei-me. E vieram reflexões. O futebol atrai bem mais crianças que uma biblioteca, ou o judô ou vôlei. Sabe por quê? Em todo canto há um campinho de futebol. As TVs têm programação somente voltada para o futebol. Por outro lado, não há bibliotecas em todo canto. As narrativas literárias são transformadas em filmes e séries. Mas os livros não estão ao nosso alcance a um custo baixo.

Nas escolas, tem um “cantinho” pra leitura (acho que deveria ter leitura em toda sala de aula, na biblioteca, à sombra de árvores). Com o hábito e a valorização continuada teríamos muitos leitores. Mas também os professores não leem muito. As gestões escolares deveriam promover horários pedagógicos para os professores frequentarem a biblioteca da escola para ler. Somente ler. Nada de planejamento ou construção de material pedagógico. Apenas viver a leitura como algo existencial.

Mas, como não há uma intenção política de promoção da leitura, os leitores acabam sendo pequenos subversivos da ordem instituída. São “estranhos”. “Cheios de ideias”. “Sensíveis”... Nada disso. São apenas pessoas que apreciam palavras e vidas humanas. E por que apreciar? Caro leitor, procure construir sua resposta. Deixe nos comentários.




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