VALORIZAÇÃO DA CRIANÇA LEITORA
- Humanismo Caboclo

- há 1 hora
- 1 min de leitura

“Eu não sei”. Tenho escutado frequentemente esta afirmação de algumas crianças. Infelizmente, a frase é sempre acompanhada por um profundo pesar. Como nunca me satisfaço com a primeira afirmação, busco explorar a habilidade que a criança diz não ter. E, como um passe de mágica, ela começa a ler ou a escrever.
Por quê? Não sei.
Mas sei que situações sociais exteriores levam estas crianças à construção dessas auto narrativas negativas. Aprende-se a ser o que se é em meio a diferentes relações sociais. Algumas intoxicam e despertam impressões de si depreciativas. A Biblioteca Leituras e Descobertas do Mundo busca projetar novas percepções. É nosso esforço humanista de todo sábado.

Por isso, eliminamos qualquer prejulgamento ou comparação entre as crianças leitoras. Cada uma tem suas histórias próprias. Saber identificá-las e acolhê-las atravessa nosso humanismo caboclo. Nestes exercícios aprendemos mais sobre si e os outros. Um conhecimento vivo que nos mais generosos e justos.
Desconstruir narrativas tóxicas deveria ser uma prioridade em toda educação. Especialmente com crianças. Elas ainda não diferenciam bem uma opinião de uma verdade. Num mundo barulhento, silenciar-se e viver empaticamente é, de fato, um projeto de vida necessário.




Comentários